Sobe, desce, sobe, desce, ufa! Chegamos... dá pra ver a cidade daqui!
Vocês não tem idéia do quanto foi divertido passar um fim de semana em Santa Maria Madalena, interior do Estado do Rio. Fui numa aula de campo de climatologia e geologia, andei pra caramba, subi e desci morro sem parar debaixo de um sol maravilhosamente forte, vi paisagens lindas, tudo isso em dois dias. Detalhe foi que esqueci de levar protetor solar e boné... fiquei igual a um camarão, sendo que ainda fiquei com a marca da camisa (resultado: cabeça, parte dos braços e parte das pernas[vermelho]; tronco, e parte dos braços e pernas[branco] ). Agora só falta pintar o cabelo de verde para o próximo jogo do Fluminense!
Mas o melhor mesmo foi na virada de sábado pra domingo. Mais ou menos umas 20 cabeças sairam andando no meio do nada à procura de diversão, cantando, entre outros sucessos, "ritmo de festa" e "la, la,la,la, hey!" (ambas do programa Silvio Santos), Sandra Rosa Madalena (do Magal) e a marchinha de carnaval "Olha a cabeleira do Zezé", isso sem falar no protesto popular iniciado por este que vos escreve em que o povo (nós) gritava: ão,ão,ão, diga não ao mensalão! ão,ão,ão, diga não à corrupção!, protesto este que foi bem recebido pelos moradores da cidade que abriram suas janelas para apoiar o movimento. Chegando ao centro, só havia um lugar aberto: o Bar do Coutinho, uma mistura de bar e locadora de vídeo, com mesa de sinuca e tudo. Importante citar a mesa de sinuca, pois foi nela que pude ver os primeiros efeitos do vinho que começamos a beber. Danças ousadas foram praticadas em cima da mesa, com muita peraltice e perversidade, instigando a quem assistia, garotas levadas fazendo passar por minha mente mil devassidões por segundo! A festa continuou na volta para o alojamento em que ficamos... as peraltices aumentaram e a devassidão estava em alto grau de loucura... (provavelmente só quem vai entender essas bobagens são as/os peraltas e as devassas e devassos que estavam lá!). Pra fechar com chave de ouro a viagem, no ônibus de volta a Campos, a galera se inspirou no devasso Latino e soltou o gogó: hoje é festa lá no meu busão, pode aparecer, vai rolar devassidão!
PS: Quem quiser saber um pouco mais sobre devassidão, peraltice, perversidade, etc, entre no orkut em "Adóro" ou "Eu conheço o Clássico".
Escrito por Gui Vieira às 02h42
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A inspiração do palhaço Guime (ou Inconsciente do Blog)
O Palhaço do Circo sem Futuro (ou A Trajetória da Terra)
Sou palhaço do circo sem futuro Um sorriso pintado a noite inteira O cinema do fogo Numa tarde embalada de poeira Circo pegando fogo Palhaçada Circo pegando fogo E a lona rasgada no alto No globo os artistas da morte E essa tragédia que é viver E essa tragédia Tanto amor que fere e cansa
[Música do Cordel do Fogo Encantado]
Escrito por Gui Vieira às 05h31
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Mais um dia dos pais
Família reunida, muita lasanha e pavê, papagaio falando pelos cotovelos, cachorrinhos na varanda esperando um pedacinho da lasanha, presente. Dessa vez o presente foi para o meu pai: um sapato maneiríssimo que eu pegaria emprestado se os pés dele não fossem bem maiores que o meu. Mas em todos os outros dias (até mesmo neste!) quem me presenteia é ele, com o simples ato de existir e estar sempre ao meu lado. Então não é justo que meu pai só tenha um dia... de agora em diante todo dia vai ser o dia do meu pai! Mas como nem eu nem ele somos egoístas, dividimos esse dia que é todo dia com o pai da Lívia, do Everton, da Clarissa, do Zandor (e com Zandor que é papai), do Geraldo, da Liana (e que ele melhore logo!), do Marcos, com seu pai, com o seu, com o...
Escrito por Gui Vieira às 17h59
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A semana cansativa do homem cansado de cansar de ficar cansado
A segunda mal começa e ele já vai pra academia. Que disposição! Malha umas duas horas e vai pra casa, onde começa a preparar um seminário a ser apresentado no sábado. Após o almoço, que sono que dá nesse homem, quem dera poder ele se dar ao luxo de dormir, o que não pode fazer já que o trabalho lhe chama. Ah, mas a noite chega para todos e, como dizia meu avô, a noite foi feita para dormir. Não para esse homem que, acompanhado de alguns amigos, teve de estudar Estatística, restando a ele algumas poucas horas de sono. Na terça, a maratona começa bem cedo. O homem passa o dia assistindo aulas na faculdade, de Estatística, Geografia, Sociologia. Não bastasse isso, ainda se mete num time de futsal em que ninguém havia treinado e joga à noite. Quarta de manhã ele pode dormir até mais tarde, depois vai pra academia. Mas nessa quarta foi diferente. A fadiga do jogo perdido por 7 a 4 e o fato dele ainda não ter terminado de preparar aquele tal seminário o obriga a acordar mais cedo. Estuda um pouquinho mais de Estatística com os amigos à tarde, já que a prova é na quinta as 8. Como havia perdido o jogo de estréia, o homem e seu time entraram em quadra novamente, agora contra um dos melhores times da universidade. Se isso tivesse acontecido comigo nem teria coragem de dizer o resultado da partida, mas como estou falando de um sujeito chamado Homem, e que ele não nos ouça, seu time foi goleado por 8 a 0. Na quinta, as 8 (o número da hora já era um indício do que estava por vir), o homem faz a prova de Estatística e sai goleado de novo. O resto do dia passa assistindo aulas e mais aulas. Eliminado do torneio, tem enfim a chance de aliviar o estresse saindo com os amigos pra dançar forró. Que beleza! Um monte de gente vai à festa, inclusive a mulher que permite a esse homem sonhar nas poucas horas em que dorme, só quem não vai é a banda. E o homem volta pra casa, chateado por um lado, mas feliz por outro: o sono dos justos começa lá pelas 3. São 7 da manhã, sexta. O homem já acorda assustado com o barulho do celular, que ele usa mais como despertador do que para falar com alguém, afinal ligações custam dinheiro e esse homem é mais duro que o pão comido por ele nesse dia. Aula de Antropologia até as 12. Ninguém merece, nem aquele homem, ter de assistir tal aula acompanhado de seu cansaço. À tarde ainda tem mil coisas a fazer, mas à noite ele vai assistir um coral e depois vai a um show de rock. O coral foi legal, eu mesmo estava lá e vi quando o homem entrou na segunda apresentação. Chegou atrasado, como é de costume. Quanto ao rock, não deve ter sido lá essas coisas, pois o homem logo saiu do show e preferiu ficar na internet. Dormiu tarde de novo! Ele já está acostumado, pois nas últimas semanas tem sido sempre assim. Enfim, o sábado. De uns tempos pra cá, o homem participa de um grupo de discussão todo sábado às duas. Logo essa semana, que havia deixado ele tão cansado, era sua vez de apresentar o seminário. E assim o fez, deixando a semana para trás. A semana foi cansativa pra esse homem cansado de cansar de ficar cansado. E deve estar cansativo ler essa semana cansativa, principalmente para aqueles que não costumam ler mais que duas linhas, assim como já cansei de escrever sobre o cansaço do homem cansado. Então chega! Hoje é domingo, tem jogo do fluminense na tv, e o homem já pode ouvir um som vindo da casa de seu vizinho, Hoje eu vou dançar, hoje eu vou sair, hoje eu vou tentar me divertir, então me dá seu celular que eu te ligo aí... hoje é domingo e eu quero só me divertir.
PS: Tô cansado de ouvir essa música e não sei de quem é! Sempre ouço esse refrão, que é um saco, mas veio a calhar...
Escrito por Gui Vieira às 13h53
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Monografia e malhação...
Duas novidades que gostaria de compartilhar: primeiro, praticamente já escolhi o tema da minha monografia na faculdade de Geografia. Vou fazer uma discussão teórica sobre desenvolvimento sustentável, com muita filosofia, sociologia, ecologia e geografia é claro. Há algum tempo vinha pensando e hoje a coisa clareou bastante, finalmente! A segunda novidade é que voltei a praticar esporte. Após algum tempo praticando somente modalidades como Levantamento de Copo, Luta contra o Relógio e Corrida de 50 garfos rasos, resolvi voltar a malhar. Não malhar Judas ou malhar os outros...(talvez malhar os outros!), mas malhar o corpo mesmo. Vamos ver se consigo o equilíbrio corpo, mente e espírito.
Sim, eu sei que isso não interessa muito a nenhum de vocês leitores. Mas pelo menos ficam sabendo um pouco da vida desse cara que escreve aqui vez em quando...
Escrito por Gui Vieira às 00h20
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Odeio a pobreza, mas amo o pobre!
Estou criando uma comunidade no orkut, cujo nome é o mesmo desse post. É uma tentativa de mostrar que muitas pessoas (quase todas!) não têm culpa de sua situação; pelo contrário, são vítimas do ambiente em que vivem e, cada vez mais, da sociedade em que (não)vivem. Isso porque a pobreza já se tornou há muito tempo um problema estrutural cruel, ou seja, ela não é natural mas socialmente fabricada. O sujeito não é pobre ou é rico, mas sim pode-se dizer que um sujeito está pobre ou rico. Pobreza ou riqueza não são categorias inatas (que nascem c/ a pessoa) no sentido de constituir o próprio ser da pessoa. Pobreza ou riqueza é uma situação de vida na qual o sujeito se encontra, seja uma situação material e/ou espiritual. Por isso, quando ouço alguém dizer: Odeio pobre!, fico pensando nessas coisas e digo: Odeio a pobreza, mas amo o pobre!
Escrito por Gui Vieira às 21h43
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Desculpas
A todos os poucos, porém fiéis, fãs deste blog peço desculpas. Além de me faltar tempo para escrever aqui, meu monitor pifou têm umas três semanas e só ontem foi consertado. Isso sem falar nos problemas da uol blog. Vou tentar daqui pra frente atualizar o blog uma vez por semana. É isso! Um abraço a todos os visitantes do O Circo.
Orkut
Escrevi um post sobre o orkut mas ele sumiu quando fui publicar. Mais uma vez a uol me deixou na mão. Se alguém quiser me encontrar lá é só procurar Gui Vieira (uma foto com um óculos imenso).
Escrito por Gui Vieira às 00h45
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Al otro lado del río
Faz tempo que queria assistir "Diários de Motocicleta", o filme que conta a fantástica viagem de Ernesto Guevara de la Serna e Alberto Granado pela América do Sul montados em "La Poderosa". Ontem, finalmente, consegui assistir.
Estava achando o filme meio chato, talvez por falar sobre Che Guevara eu tivesse esperando um cara diferentão, super inteligente, corajoso, enfim, esperava encontrar um revolucionário. Que nada! O Ernesto era asmático, vivia dando crise, tinha vergonha de dançar; o Alberto era mais cara-de-pau, arrumava uma mulher em cada parada. Dois sujeitos comuns que resolveram conhecer seu continente por constatar que conheciam mais sobre a Europa e suas civilizações que seu próprio povo. E só. O que eles tinham de especial era a dose de loucura necessária para levar tal plano adiante.
Mas aí veio o final e então pude compreender a história. É óbvio! Ninguém nasce revolucionário, se torna um. E essa viagem foi fundamental para Ernesto se transformar em Che. Ele tinha 23 anos e era estudante de medicina quase formado em Buenos Aires, enquanto seu amigo Alberto tinha 29 e era Bio-químico. Ernesto poderia ter se formado, encontrado um emprego, se casado com sua amada e se fixado em algum cantinho do mundo como aliás seu amigo fez após a viagem. Ninguém iria lhe dizer que estava errado em fazer isso, pois é o que a maioria de nós faz ou pelo menos tenta fazer. Mas por algum motivo ele não o fez. E por quê? Porque após presenciar a dura realidade vivida por vários latino-americanos ele fez uma escolha: escolheu ir pro outro lado do rio.
Numa cena emocionante, Ernesto (que tinha asma) resolve comemorar seu aniversário com os doentes do hospital em que trabalhava como voluntário, que ficavam isolados do outro lado do rio. No escuro, correnteza forte, frio, todos implorando pra que ele voltasse, nada impediu Ernesto de atravessar o rio. No final, ele diz que alguma coisa mudou dentro dele após ver tanta injustiça pelo continente e que precisava de um tempo pensando nisso pra saber o que seria da sua vida.
O filme é baseado nos diários de Ernesto e num livro de Alberto Granado, este ainda vivo. Simplesmente imperdível! Um filme simples, sem muitos recursos, sem apelação pra "marca Che Guevara", mostra várias paisagens da América do Sul, vários povos, etc. Recomendo...
Escrito por Gui Vieira às 21h31
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Sobre pênis e inteligência
Seu pênis está excitado?
Ficou assustado de encontrar tal pergunta aqui no blog? Então deixa eu ver se melhoro um pouco: seu pênis tem ficado excitado nos últimos tempos?
Se a resposta for afirmativa, que bom pra você! Sinal que você está de bem com a vida, com saúde, mas... E se eu mudasse a pergunta para:
Sua inteligência está excitada?
Opa, pera aí! O que tem o pinto a ver com a inteligência?
Aproveitando a onda dos últimos posts, aí vai um fragmento de texto de um cara chamado Rubem Alves (www.rubemalves.com.br). Um Ctrl C "Ctrl V" digno de ser postado...
"O corpo aprende para viver. É isso que dá sentido ao conhecimento. O que se aprende são ferramentas, possibilidades de poder. O corpo não aprende por aprender. Aprender por aprender é estupidez. Somente os idiotas aprendem coisas para as quais eles não tem uso. É o desafio vital que excita o pensamento. E nisso o pensamento se parece com o pênis. Não é por acidente que os escritos bíblicos dão ao ato sexual o nome de 'conhecimento'... Sem excitação, a inteligência permanece pendente, flácida, inútil, boba, impotente. Alguns há que, diante dessa inteligência flácida, rotulam o aluno de 'burrinho'... Não, ele não é burrinho. Ele é inteligente. E sua inteligência se revela precisamente no ato de recusar-se a ficar excitada por algo que não é vital. Ao contrário, quando o objeto a excita, a inteligência se ergue, desejosa de penetrar no objeto que ela deseja possuir."
PS: A pergunta inicial foi só pra ilustrar o post. Não tenho a mínima vontade de saber a resposta de cada um... e o texto se chama "Sobre moluscos e homens".
Escrito por Gui Vieira às 02h48
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Mas o circo não pode parar...
Sei que tenho andado afastado do blog. Pelo visto esse é um mal que assola muito blogueiro por aí: no começo escreve sem parar, depois vai abandonando a escrita e passa a pegar uma poesia aqui, uma letra de música ali, de modo que chega um momento em que não coloca nem texto pronto. Mas o circo não pode parar...
Voltei! E nesse tempo que estive afastado, devido a correria cotidiana, tive tantas idéias que elas se confundiram e se perderam. Não importa. O importante é que estou disposto a escrever novamente...
Escrito por Gui Vieira às 00h31
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FLUMINENSE CAMPEÃO CARIOCA 2005
Com gols de Tuta, Marcão e Antônio Carlos, o último aos 47 do segundo tempo, o Fluminense vence o Volta Redonda e conquista seu 30º título estadual. Aliás, se o campeonato é estadual, deveria ser chamado Campeonato Fluminense e não Carioca. Nada mais justo também colocar o nome do clube recordista ABSOLUTO de títulos no campeonato. Sendo assim...
FLUMINENSE CAMPEÃO FLUMINENSE 2005!
Escrito por Gui Vieira às 22h26
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Diário de um estagiário
Cheguei e fui à biblioteca. Havia um aluno lá, aparentemente da 5ª série. Foliava um livro e outro, mas não demonstrava estar procurando algo. Era curiosidade apenas... Curiosidade pelo que há nos livros; pelo que há no mundo. Mas curioso mesmo é o fato de a todo momento ele ter de explicar a alguém - seja um colega, seja uma professora - o por quê de estar ali.
- O que você está fazendo aí? - Estou lendo um livro. - Pra quê?
Depois de um certo tempo o garoto começou a brincar com um aviãozinho de papel, cheio de detalhes, dobras e mais dobras. Aprendera a fazê-lo com um livro...
Escrito por Gui Vieira às 01h45
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"A leitura do mundo precede sempre a leitura das palavras
e a leitura destas implica a continuidade da leitura daquele"
Autor: Paulo Freire
Buscar na Web "Paulo Freire"
Categoria: Citação
Escrito por Gui Vieira às 22h05
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Ctrl C "Ctrl V"
Estive lendo um livro que tinha mais referências de outros autores que do próprio "autor" do livro. Como nos diz o grande cientista contemporâneo I. Ruím: "Incrível a quantidade de livros, monografias, dissertações e outros trabalhos atuais que apelam para a simples cópia de outras obras" (RUÍM, I. Soé. A ciência pós-moderna e as novas tecnologias).
Sendo assim, "as teclas mais usadas hoje, segundo estatísticas mais que confiáveis, são a combinação Ctrl C (copiar) e Ctrl V (colar), além da tecla que insere as aspas" (SACO, Q. Sociedade da informação e suas manias).
Segundo Penna, "a falta de profundidade nas discussões em decorrência do abandono da teoria face a uma pseudo-prática" e "a tentativa de cientistas atuais de se tornarem 'intelectuais ecléticos'" faz com que "realmente a ciência de hoje caia freqüentemente no paradigma do papagaio" (PENNA, Q. O Papagaio: arquétipo do cientista atual).
In:JOSÉ, Louro. O que é Paradigma do Papagaio. Coleção Primeiros Passos.
Escrito por Gui Vieira às 21h49
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As Escolhas de um Vestibulando (ou Semi-Nostalgia Reverber) PARTE IV
[Para ler a saga completa ver PARTE I, II e III anteriores]
Estava na biblioteca com o Jomar, o Leo (Coxinha), o outro Leo e o Magno. Na mão "O Alquimista", de Paulo Coelho. Foi nesse dia que o Magno veio com um papo de nos filiarmos ao PT, o que foi imediatamente colocado como fora de questão - mania que nós temos de não participar da política!
Jomar e Coxinha iam tentar fazer Ciências Biológicas; Leo queria Física; e o Magno Economia. Com exceção do Leo, os outros tinham certeza absoluta do que queriam. Quanto a mim, após conversar com alguns professores resolvi tentar Engenharia de Materiais, na UENF. Na primeira fase do vestibular (em meados de 2002), consegui uma pontuação bastante boa que praticamente me garantia um lugar na universidade - desde que eu não tivesse uma nota muito ruim na segunda fase. Felicidade geral!!!
Fiquei tão feliz por estar perto da universidade que a partir de então relaxei e deixei de estudar como antes. Freqüentava o cursinho todos os dias (pelo menos as matérias que me interessavam para a segunda fase). Menos às quartas, porque só tinha aula de Geografia. Não que eu não gostasse de Geografia (aliás era minha matéria preferida no ensino médio), mas porque tinha aula de violão nesse dia. No entanto, não passava disso: assistir aulas.
Estava melhor assim, pois sobrava mais tempo pra fazer outras coisas, como dormir e tocar violão. E sabe aquela proposta do Magno? Aquilo acabou ficando na minha cabeça. Era ano de eleições e eu iria votar pela primeira vez, o que me fez prestar mais atenção na política. Lia jornais, assistia programas de televisão sobre o tema, entrava até em sites de partidos! A coisa mexeu comigo de um tal jeito que quando decidi votar no Lula fiz campanha e tudo! Ele acabou vencendo aquelas eleições e eu por pouco não me filiei ao PT.
Esse envolvimento com a política me fez ficar em dúvida novamente quanto ao curso que queria fazer. Seria mesmo Engenharia a melhor opção? E se eu fizesse algo mais "político" ou "social"? Foi aí que resolvi ter um plano B. Quando o CEFET-Campos abriu inscrições para o vestibular, quase no final do ano, descobri um curso que poderia ser meu plano B: Licenciatura em Geografia. É isso mesmo! Geografia lida com questões políticas, sociais, ... era a matéria que eu mais gostava no ensino médio ... poderia ser um "contraponto" e então fiz a inscrição. Mas por outro lado era licenciatura e nunca havia imaginado ser professor. Droga! Quando finalmente achava que as coisas estavam bem encaminhadas, eis que surgem elas: as dúvidas.
Alguns dizem que dúvidas fazem a gente crescer, pois nos leva a fazer escolhas. Deve ser verdade, pois de fato cresci um bocado com as minhas. Se eu passei no vestibular? Qual curso escolhi? Ei, calma! Esse blog acaba de voltar. É difícil escrever em poucos parágrafos o tanto de coisa que aconteceu nesse tempo, fiquem vocês sabendo. Enquanto a saga não termina, façam como eu e ouçam Metamorfose Ambulante: "Eu prefiro ser..."
Escrito por Gui Vieira às 03h23
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Finalmente...
Olá! Como vão meus leitores preferidos? Espero que estejam com apetite, porque estou voltando com tudo. Tive problemas com o blog, por isso a demora. AGUARDEM...
Escrito por Gui Vieira às 03h20
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VOCÊ GOSTOU DO "O CIRCO"?
1) Adorei! Tomara que você continue escrevendo. 2) Mais ou menos. Alguns textos são muito grandes, dá preguiça de ler. 3) Detestei! Você pergunta coisas estranhas, como o que é o nada?
ps: responda nos comentários
Além disso você pode dar sua nota para este blog. No canto direito da sua tela tem um lugar próprio para isso. Participe! Preciso saber se esse blog tem importância para alguém além de mim.
Escrito por Gui Vieira às 01h31
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Breve história da Economia Política para blogs
-- O país que tiver mais ouro e prata será o mais rico. -- O que o senhor disse? -- O país que tiver mais metais preciosos, como ouro e prata, será o mais rico -- dizia um dos homens ingleses chamados mercantilistas.
Assim, a partir do século XV, o lance era encontrar reservas de metais preciosos pelo mundo e juntar o máximo possível, fazendo mais e mais moedas de prata e ouro. Além disso, buscava-se através do comércio (exportando mais e importando menos) acumular ouro e prata. Não foi nesse período que o Brasil foi "descoberto" pelos europeus?
-- Eles confundiam riqueza com moeda -- disse o filósofo David Hume.
Na França, no século XVIII, uns sujeitos chamados fisiocratas acreditavam que a riqueza vinha da produção da terra. Desse modo, quanto mais terras um proprietário tivesse mais rico ele seria.
-- Mas as terras, por si só, não geram riqueza alguma. Por mais frutas, legumes ou verduras que possam nascer naturalmente sem que alguém tenha plantado, para que essa fruta chegue ao mercado alguém terá que colher, transportar, vender, ou seja, exercer um trabalho. Então o trabalho é que gera a riqueza das nações -- Adam Smith, David Ricardo e outros conhecidos como clássicos ousavam dizer no século XVIII.
Adam Smith e seus amigos acreditavam que, assim como aquele trabalhador das frutas e legumes, outros iriam trabalhar de outras formas e desse jeito todos poderiam trocar (comprar e vender) no mercado. Esse mercado, diziam eles, tinha que ser livre da interferência do Estado, para que ninguém fosse favorecido ou prejudicado com a cobrança de impostos, por exemplo. Chamamos esse pensamento de liberalismo econômico.
-- Concordo que seja o trabalho que gera riqueza. Aliás, isso para mim é indiscutível. Mas falar de um "mercado livre" como se falasse do paraíso, onde tudo é perfeito e todos são felizes, me parece um tremendo equívoco. E olha que tem até religioso que vai na onda do "o mercado é o paraíso" -- afirma com convicção Karl Marx, no século XIX.
Marx não acreditava no "mercado livre" dos clássicos, já que considerava que em uma sociedade dividida em classes os interesses são muitos e diversos e a concorrência não é leal. Além disso, se o que gera riqueza é o trabalho, os trabalhadores deveriam participar diretamente do mercado para este ser livre, não tendo "intermediários" que usufruam do seu trabalho. O que Marx queria dizer com isso é que não pode haver "mercado livre" sem que exista também uma "sociedade livre", livre das classes.
CONTINUA...
Escrito por Gui Vieira às 22h39
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Faça um blogueiro feliz. Comente em seu blog!
[Campanha em favor dos comentários]
Sabe aquela música do Raul Seixas que virou tema da propaganda "Sou brasileiro e não desisto nunca"? Pois é! Resolvi fazer uma paródia...
Veja! Aquele post ali parece ser maneiro Mas você tá com pressa e não vai ler direito Leia outra vez...
Leia! (leiaaa...) Pois o texto pode estar interessante E o seu comentário é o mais importante Comente outra vez!
SOU BLOGUEIRO E NÃO DESISTO NUNCA Faça um blogueiro feliz. Comente em seu blog.
@Direitos não reservados. Copy quantas vezes quiser.
Escrito por Gui Vieira às 22h42
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As Escolhas de um Vestibulando (ou Semi-Nostalgia Reverber) PARTE III
[Para ler a história desde o início procurar PARTE I (15 a 21/08/04) e PARTE II (22 a 28/08/04)]
Ano novo, vida nova! Começa 2002. Velhos e novos fantasmas me procuram nas férias. Se vocês pensam que o episódio do esquecimento do vestibular ficou por isso mesmo estão muito enganados.
Esses fantasmas, na realidade, eram muito mais internos do que qualquer outra coisa. Evidentemente que naquele momento as pressões eram grandes, vindas de todos os lados, de um jeito ou de outro. Era uma tia perguntando sobre faculdade, um vizinho especulando sobre o que você deveria fazer, aquele amigo que você não via há tempos que está agora fazendo Fisioterapia ou Direito e não pára de sugerir que você pegue o carnê da Estácio, etc, etc. Mas nada disso conseguia ser maior que a confusão dentro da minha cabeça.
Sabe aquela pergunta - o que eu vou fazer? - pois é! Parecia até a propaganda daquele guaraná. Ela entrava na minha cabeça, me enfeitiçava e fazia do meu pensamento um refém. Por isso digo que os fantasmas eram internos, apesar das pressões externas.
Pois bem. Após ter sido atormentado pelos gasparzinhos durante as férias, resolvi que faria vestibular para Engenharia - provavelmente de Produção, por motivos já ditos anteriormente. A primeira coisa que fiz quando voltei das férias foi me inscrever num cursinho pré-vest.
Durante aquele ano, enquanto estive estudando, acreditava estar no caminho certo quando escolhi fazer Engenharia. Estudava física e matemática, principalmente, como há muitíssimo tempo não fazia, praticamente desde os tempos do primário. Aliás, isso é um ponto interessante. Até mais ou menos a quarta série - época que minha mãe ficava em cima de mim pra que eu estudasse, me ajudando muito inclusive - conseguia sempre notas excelentes. O método era simples: 1) eu prestava a devida atenção ao professor; 2) depois de aprender o que ele estava querendo ensinar, conversava e brincava sem parar; e 3) estudava em casa, um pouquinho cada dia, principalmente em semana de prova. Pronto! Era o suficiente para conseguir boas notas e, principalmente, para aprender de fato muitas coisas. Na quinta série, apesar de ter ficado um tanto relaxado, ainda me dava bem na escola... mas aí veio a sexta série e eu fui pra escola pública.
Não vou entrar aqui na questão da escola pública, pois esse tema merece um texto próprio. Só o que quero dizer por enquanto é que no período que vai da sexta série até o terceiro ano do segundo grau (tá bom, ensino médio!), ou seja, durante seis anos da minha vida, foram poucos os momentos em que eu estudei em casa, seja por falta de conteúdo ou desânimo mesmo. Digo isso porque ficava difícil prestar atenção em alguns professores notavelmente despreparados para atuar em educação e, para quem não sabe, falta muito professor na rede pública estadual do Rio, problema que as vezes é disfarçado incentivando-se aqueles mesmos professores despreparados a dar mais aulas, para mais turmas (cada vez maiores), para receber uns trocados a mais no fim do... bom, nem sempre no fim, talvez no meio... do mês seguinte. Resultado: aquele método infalível que eu tinha no primário para ser bom aluno se perdeu, uma vez que: 1) como prestar atenção ao professor se esse não dizia muita coisa ou pior, se esse nem existia?; 2) sem ter muito o que aprender, conversava e brincava quase o tempo todo; e 3) estudar o que em casa?
Estou dizendo isso tudo porque para chegar à universidade temos que passar por essas etapas, que de um jeito ou de outro influencia em nossas escolhas. Talvez se eu não passasse por um período tão grande de "imobilização intelectual" tivesse escolhido fazer vestibular pra determinado curso assim que concluísse o ensino médio. Mas, além das questões sócio-educacionais que tinha enfrentado até aquele momento, existia algo mais que vinha de dentro. Algo além de fantasmas...
Escrito por Gui Vieira às 21h42
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[ ver mensagens anteriores ]
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